Timor é nos lugares sagrados – nos outeiros que não contamos, nos idosos que sabemos livres quando vistos desde o seu próprio lado -. Trabalhando – sendo livres dessa independência falaciosa que a sociedade lhes impinge em determinada idade enganosa;
Timor é aqui nas celebrações – tantas – mil – como o S. João de arga – e como eras as desfolhadas, os rebolos do linho e os casamentos de Soajos esquecidos…
Timor é aqui na simplicidade de um homem criança – chefe de aldeia ou suco – que como árvore antiga nos abraça – firme e térreo, com um lume vivo no olhar terno – como criança se sentando e como gigante em tudo e em todos se manifestando
Timor é aqui se virmos e soubermos que esses nossos vivos esteios – são jovens, adultos idosos e não mais velhos – e caminham à nossa frente como um leme verdadeiro:
– marcando caminho vivo para os que perderam o sentido deste estar e ser e andar – por andar – entre tanto caminho sem ida, volta ou caminho a se caminhar…
Eles vão, eles são eles chegam - porque não outros , ou quantos outros lá chegarão - livres e plenos além de qualquer prisão?...
Timor é aqui, por eles, por esses, por mim e por ti - no tempo Pressentes e no futuro que está por vir
Timor é aqui nas nossas aldeias – de portas abertas e candeia, de olhares de olhar em olhar- de bom dia, boa tarde ou boa noite – olho no olho e sem duvidar;
Timor é aqui para quem assim puder ver- e muito mais ainda – da terra, das origens, das tradições - há ainda a viver e dizer..
Timor é aqui – para quem assim quiser – Timor é em ti e em mim e em quem assim puder e quiser reviver…
domingo, 28 de setembro de 2014
SPES - esperança caída a teus pés - de novo erguida pela gente que nos é querida - mensagem desde outros lugares de novo trazida
um presidente aplaude
aplaude uma nação
antes de ser outra coisa
que não mais apele à devoção
um palco que arde
num mesmo estandarte
enquanto se calam as vozes
de "eg'regios"
avós
somos nós que abafamos
e desde lugares profanos
agora
cantem eles por nós...
Esperando – razões
para acreditar
Representação
Diplomática Portuguesa – Díli - Capital de Timor Lorosae– 2005
Filas de timorenses
esperando para regularizar documentos relativos à antiga administração
Portuguesa de território
Numa certa época,
num
certo lugar,
uma certa nação
decidiu esperar…
Quinhentos anos… a
estar… a perceber,
sem perceber, como se
aprendeu a colaborar…
Para uns ocupação,
para outros devoção;
Para uns quantos –
simples e pura – Colonização…
Coisas engraçadas a
manifestar
– num certo lugar consular,
conciliar…
Quando alguém chega
para “homocherifar”
papeis e licenças a
tramitar
Representação Diplomática Portuguesa – Díli - Capital de Timor Lorosae– 2005
Filas de timorenses esperando para regularizar documentos relativos à antiga administração Portuguesa de território
E vê
Tanta gente
Que crê
Em quem
do outro lado os pode
ajudar à recuperar
Uma certa
identificação
Uma certa ligação
A um certo sentido
de voltar a ser
nação..
de se ter querido
sem um “sim” assumido
integrar outro
terreno
outro ser
outra forma de viver…
Falamos de Timor…
nesse nosso lugar
Nessa fila enorme de
espera
– de quem assim se
manteve –
a esperar…
São filas e filas de
gente a fluir
De gente a regressar
A um sentimento
De ser nação par…
Representação Diplomática Portuguesa – Díli - Capital de Timor Lorosae– 2005
Filas de timorenses esperando para regularizar documentos relativos à antiga administração Portuguesa de território
De conservar
documentos
Que seriam para
esquecer ou pagar
vinte e cinco anos
Mais
De tantos e tantos
pais
A se deixar levar
Representação Diplomática Portuguesa – Díli - Capital de Timor Lorosae– 2005
Filas de timorenses esperando para regularizar documentos relativos à antiga administração Portuguesa de território
Por um novo sistema
Porque Portugal
Que já não o era
voltava a ser do
outro lado do Mar
Como num certo dia
No que ali arribava
Uma caravela
De vela e marca içada
Ali de novo escondida
assim em pleno velada
Assim de novo
renascida
A esperança ali
mantida
durante tanto tempo toldada
Representação Diplomática Portuguesa – Díli - Capital de Timor Lorosae– 2005
Filas de timorenses esperando para regularizar documentos relativos à antiga administração Portuguesa de território
E a fila
Dia a dia
Se mantinha
E crescia
Gente da antiga gente
Renascia
E voltava
Com a sua “papelada”
Muitas vezes
escondida
A preço de ouro
Prezada
Enquanto se esvaía a
esperança
E se deixou de estar
na terra
dessa nossa outra gente
enorme
Sem par
Tão adulta
como criança
como se vê no olhar
de velho
que mantem a luz de
esperança
e o vigor
em pleno olhar
Idoso - da periferia - numa das várias oficinas para cópias existentes em Díli Cidade - essas que se transitava dia a dia para duplicar documentação a entregar em organismos oficiais, em lugares internacionais, em ministérios, em validação de licenças, d«em desembargar de medicações, em validar novas licenças de estadia, em colocar os passaportes e os nomes baixo a tutela do adido de segurança de Portugal, a visitar os directores de centros de saúde de Dili e Komoro, a regularizara situação com a direcção do Hospital Nacional de Díli, a organizar as respectivas acções de formação protocolizas, a visitar os centros em recuperação da responsabilidade da ONG que se representava, a procurar patrocínio a programas locais via entidades internacionais (ECHO e afins) a colaborar nos programas de luta contra a SIDA, de combate aos picos de Dengiue e malária, a levar as contas dos 15 elementos em missão, a receber novos "estagiários" - médicos e de enfermagem - numa casa de d«ois quartos onde chegamos e«a estar uns quantos - estilo família timorense - a gerir equipas multinacionais - de locais, de Ucranianos, mi«oldavos, S. Tomenses, Guinenses, Portugueses... a procurar gerir o património de missão - cada pneu rebentado em em ambiente sem piso alinhado - com "bixo" vivax e depois falcíparo colado - era em si uma missão - a levar e guiar o pessoal - quando o motorista não aparecia - pois apenas o responsável de missão podia - em dias de malária "ria" - e chuva tropical e estrada cortada por visita de organismo internacional, passando os tempos nas salas de espera do ministério da saude - a onde tudo chega - esperando - desembargando - a medicação de alguns meses que la se encontrava esperando, gerindo o material a doar, gerindo e supervisando a formação básica local - nos centros de Saúde em Protocolo... e no fim do dia - somar tudo - ver se o computador dizia que faltava algo - preencher a casa de magia - de caixas e caixas de medicação que se trazia - entre os tais oito ou dez - que viviam em dois quartos mais que se podia arranjar - uma missão - espectacular - nesse ambiente de Dili - esse lugar que nos calhou a nós liderar - entre revoltas e arames farpados nas ruas voltar - ameaças de golpes de estado contra Al Catiri e a politica internacional, coma Igreja e o Estado quase a se pegar - por causa de tanto coisa velada que ali se está a passar... e conduzir pela esquerda a alucinar - passando entre rotundas onde n«quase ninguém tem carta para "navegar"... pequenas coisas que vale a pena preservar - nesses dias, nesses mundos - depois - aos e voltar - sente-se um vazio tão grande como se estivéssemos lá desenvolvendo algo interessante - e no aeroporto - ninguém para acolher - ninguém da organização para receber - quando quase nem conseguia chegar - entre os "slaloms" de arame farpado em chão e os lugares de visto fechados esperando o fim da convulsão...
Ameças de Tsumami á mistura, partida de equipa de instituição para Ache no Srilanka - ficar só de novo esperando - mais trê smeses - deixando atrás assim tanto... coisas pequenas que deixam marcas apenas.. e regressar e nem ter sitio onde ficar... pequenas histórias dos "heroíes de ultramar - que são estes - os Timorenses - que resistem isto e muito mais - faz mais de quinhentos anos - e nos recebem entre abraços e risos velados - nas montanhas de distritos estranhos -e na cidade - é o que se vê... gerir... estar - ali onde estiver presidente, ministro, representante internacional, chefe de distrito, chefe de Hospital Nacional, WHO, UNICEF - banco mundial... USAID, OXFAM - colegas do dia a dia formal... coisas assim que não têm fim e "papeladas" sem igual - entre elas trago até a ti, o melhor que ali vi e que me ensinaram também a apreciar...
Como este "velho e o Mar tecnológico" se poderia sentir - assim se sentia um voluntário internacional depois de desde a Montanha de Oe-Cusse aqui "vir cair"...
Como te compreendo "catua" ancião venerado - tu e eu estivemos - sempre - estamos - do mesmo lado - o lado Humano... e a tua face tem o meu espanto nela espelhado - como te compreendo ancião bem amado...
Alguém perseverou
Alguém não arredou´
pé da presença
irmanada
´da presença
simbolizada
´por essa tal
papelada”
Essa que
À partida
nada valia
ou não significava
Para outros
Alguns de nós
Absolutamente
Nada
Que
A duras penas
guardada
Simbolizava
mais do que tudo ou
nada
relação
Casa da Missão - Díli - Fev. 2005 - um aniversário "passado por água" suada
E quando o calor era maior
E não havia ninguém em derredor
Quando a chefia tudo levava
E nem a esperança
De algo novo sobrava
Aparecia uma vela
Que iluminava a nossa noite escura
Quando éramos nós tantos
Tão poucos para o tal cenário
Entre um sorriso amigo
E o gesto pequeno de abraço
De um funcionário querido
Assim passava tudo em roda
Enquanto esse mundo inteiro de responsabilidades se chora
Malária pela segunda vez, aniversário entre a gente – Humano – que assim
se fez…
Da emoção
e
Da ligação
coração a coração
verdadeira Nação
assim por sempre
irmanada
escolarização organizada - milhares de crianças nas ruas à mesma hora marcada - exércitos de cores nas ruas atravessadas - nas montanhas estudavam - cara a cara - braço em abraço - junto das gentes por elas - entre elas - amadas... coisas de dias e vida passadas - das nossas próprias vidas aqui - em relance - espelhadas
A mais jovem Nação do mundo se erguia e de relance mostrava um processo de anos e décadas e duas possíveis rotas traçadas - Timor também é aqui - nessas nossas "aldeias douradas" - onde se dão "bons dias" e boas noites" sem temer ou pensar em mais nada... e também é aqui nas escolas pautadas, e nas cidades e nos lugares de filas bem ordenadas... Timor é aqui... Timor é ai - onde tu queiras estar e viver e amar... Timor é aqui...
e nas cooperações protocolares - onde os inocentes de tantos lugares -se concentravam, no chão sentavam - em círculo de amigos se interligavam - aqui aprendendo a "lavar as mãos" - entre Enfermeiros, pedagogos de internacional geração...
Timor é aqui - em instituições afins e iguais
- IPSSs pequenas que precisam colaboração formal
- seja uma actividade - seja alguma voluntariedade - seja a presença constante de jovens, crianças e idosos sem idade...
Timor é aqui - eis outro dos episódios, que depois te vou contar
- que Timor é aqui - também para quem assim o possa notar...
geração atrás de
geração
presença
efectivamente
marcada
flores gravadas em peito de homem novo parecendo velho rodeado de crianças sempre tantas em derredor dos seus que força maior que os anos de amor sejam assim partilhados entre tanta confusa estranheza e dor um grito de amor e esperança - gravado em peito de ancião - assim de novo feito criança
Porque esperou Timor
esse Portugal que não
voltava?
água e sal - lágrimas como as que chorou um povo à beira mar
um cruz que não é tal
ama
e une
não sustem corpo que morra
sustem a esperança em branco
e o vermelho de contraste
de quem se da sem algo que assim afaste
O Sr. Jo´se Ote - Historiador forçado num tempo no que a tradição estava em risco -e m certas zonas de ser algo apagado - mostrava o trabalho feito à mão
de irmão Timorense, para Irmão Guineense e para o tal Malae - que vê e sente o que lhe vai em mente e assum tal preocupação - que a tradição da rocha antiga, da água da vida ("Oe-Cusse" - "cântaro de água" se vá perdendo, a não ser nas estátuas de cavalos espiralados, dos vizinhos que temos ao lado, nas estátuas de Reis nas Madalenas e nos corredores de Vilas Cidades Pequenas que falam de ser Avós de Impérios e mães de Reis... eis...
que Timor é aqui
e além
também...
Porque esperou uma
nação
Essa tal presença
Se tal era - em si – ocupada
Porque guardou
convicção
De que o conceito
e o
ser-se nação
Passava
pela tal “papelada”
Díli - praia - algo avisa...
algo avisa quem avisa...
mantém-se a tensão amena
desta gente grande e ao mesmo tempo
aparentemente
pequena...
mais uma das histórias de Timor
- nas contradições aparentes
se esconde um lume latente
ao que não chega o frio de se comandar
às raízes mais profundas
daquele também "nosso" lugar
por isso Timor é aqui...
Por isso Timor também é em ti...
e em mim...
Desde a "Moldavia com amor" - Victor - um cirurgião, trabalhando na agricultura Biológica do Alentejo - vindo desde a sua terra procurando o "el dorado" - encontrou o Professor Luís deitado - na ala dos "VIPS" do Hospital Nacional - Dengue de pico inicial?
Uma noite de desvelo a saber cuidar
- mesma devoção internacional -
por aqueles e aquelas que
- dia a dia passavam
- à beira dos seus acampavam -
sem arredar pé..
.
alguns triunfavam - outros também...
veremos isto em imagens e diálogos interiores
de quem lá deixou algo quando regressou
e trouxe muito mais do que ali aportou
o conceito e a devoção de quinhentos anos de colaboração talvez deixem uma marca que numa geração não se abarca e vinte e cinco anos não são nada para esta gente tão grande como a nossa gente lá nesses lugares ainda meio encerrada
juntos, integrados - dançando -
gerações de pares feitos
em todos os momentos honrados
depois separados
- nos seus recantos -
dignidade em todos os lados
nos adultos, nos jovens
nos idosos engalanados
esses que nunca eram deixados
eram sempre o centro da questão,
o centro da situação
nos rituais de passagem
- como este na imagem -
no que a vida se integra de novo na vida
e a família inteira se agrega para o confirmar
trezentas ou mais pessoas
caminhando e chegando
de tanto e tanto lugar
e assim - em roda - as maiorais - de lenço em mão
como salgueiros ao vento
deixam mergulhar no silencio
a mensagem de paz e integração
e os maiorias idosos
em circulo também depois
todos juntos em roda
numa ladainha que o vento "chora"
como se algo pairasse em volta
e abarcasse tudo e todos
sem estar à solta
e nos convidasse a em silencio ficar
como quando entramos num templo
e - sem saber - baixamos a voz ao entrar
qualquer ser ali no lugar
estava nesta "melodia escondida"
como se a presença viva
se deixasse assim, ao fim mostrar
depois os mais novos
os chefes de família
e do lugar
e depois vai tudo comer - jantar
em celebração de vida a se transformar...
mais uma das facetas - que ainda existem "nalgum lugar"
veremos as pedras, as árvores antigas
altas como espigas
ali onde o sobreiro,
onde o carvalho e a oliveira
se deixaram ficar
ali onde as pedras que bulem
ainda se podem ouvir falar...
Outeiros, de castelos antigos
"argas" para quem souber nomear...
Timor é aqui - e é em mim
e é em ti
e em todo esse "lugar"
que em conjunto
nesta celebração
todos pudemos evocar
excluídos?
nenhum
o "malae" (estrangeiro) era parte do grupo
e foi recebido como ultimo entre os primeiros
como família de lugar algum
"Humano est"
a outra liberta permanece desperta nos lugares nos cantares nos fazeres nos falares... são ditos populares que guardam a roda da vida da ingerência que se faz em harmonia em ciclos regulares....
Eis uma lata
assim bem marcada
Como num romance
moderno
No que se espera o
regresso de um rei eterno
camuflado por uma
história
de celulóide apagado
Estes seres
que aqui vês
ao nosso lado
lado a lado
nestes tempos
de pausa
do sentir-se nação
ou ser-se assim
irmanados
Nos que vês
Assim também te revês
Aguardaram
Esperaram
Guardaram os papeis
que os definiam
e marcaram
E que assim faziam
parte de algo
Esperaram
e triunfaram
chuva triunfante - a caminho de Komoro, e depois na rotunda do aeroporto - esta gente sai às ruas - depois de nove meses de securas - e a água de vida saúda - e atiram-se crianças ao ar, e festejam e vem para fora andar, caminhar e festejar... a esperança naquelas terras - parece breve - ao se secar- em três ou quatro horas de novo a terra engoliu o que o céu se atreveu a doar -e as gentes esperam.. e esperam - e ali chegou ... de novo - depois de ser outra vez povo - quinhentos anos depois - o império se desfez - nesta água - já mais além da mágoa - está reflectido esse tal portugal querido...basta ver as fotos e os sorrisos, e os documentos que eram precisos - guardados e mais não deixados... se eles puderam - nós também... Portugal é aqui - e também é além...
pois depois de uma
geração
Os de antes regressaram
E ali
Como aqui
estes apelaram
em filas e filas
Choviam
como as chuvas de Díli
anunciavam
nova Vida
nova alegria
nova promessa mantida
apesar da retirada
vazia
que “estes”
por dentro sabiam
ser apenas
a forma contida
Da maneira
assim dita
De que algum dia
Como uma caravela
que de novo arriba
A uma costa
Aparente mente Vazia
E ali crava
Bandeira
Estandarte
E Vida
Cultura
E gente
que ali vive
Díli - praia perto da Missão da Ong - 2005 - saindo das compras
dizia o internacional -- "Che guevara"!
- dizia o jovem formal "Ernesto! Che Guevara" - vamos aprender tanta coisa a esse tal "lugar"... como nos ensina a ciancia através daquilo que não é "formal"...
Valença do Minho - Portugal - Agosto de 2014
uma parede, uma rede, um muro... um sinal para se poder seguir - dourado - à mão pintado... e um rosto conhecido, assim "fornido" - por ser sinal de "resistir" - Timor também é aqui - nos muitos lugares onde estes pintares eram parte de«o mesmo caminho a seguir
entre "pietas" e "celebrações oficiais", havia tanto e tanto que pintasse o que aqui alguém também lembrasse que ninguém diria - que esta aqui - fica ali mesmo ao lado - antes dos Bombeiros Voluntários - de um Lugar do Alto Minho - Valentia - num mesmo Ninho...
placa comemorativa da Presença do Bispo Ximenes Belo - a Oe-Cusse - em1995
ao lado - uma "pietá feita à mão pelos locais";
umas placas com nomes de Portugueses (internacionais) que decidiram ficar e ser Timorenses e ali "descansar" - água e sal comuns de um povo que nos respeita - desse povo que assim se respeita...
feita à mão por quem chora...
feita à mão por quem adora
feita à mão por gentes de devoção
à terra, à vida, è entrega insustida
feita à mão...
encomendada pelos que ali moram
pelos que ali moram guardada
feita e não pintada
para ser o que é..
sinal de amparo
de quem ficou
assim sendo
e manifestando
assim convivendo
aprendendo
amando
e chorando.. e ficando
eram de um outro lugar
timorenses ficaram - com honra e lugar capital
Timor é ali
onde a nossa Humanidade Falar
Timor é assim também
para quem assim acreditar
Ficam as placas -partem os Homens... ficam mulheres a chorar - sejam de finos trajes bordados - sejam de roupas rasgadas e olhares desesperançados partem para não mais voltar ou partem para o coração das gentes e no coração das gentes passam - em eternidade - a morar estas gentes passam... amam a brisa, o sopro, o mar, a pedra silente, a árvore grande e eloquente, a luz do Sol e do luar e têm mãos de ser trabalhador e têm força e coragem e honra e louvor Timor é aqui em mim e em ti... nesses lugares pares nos que aquilo que se disse ainda é verdade Timor... é "ali"
Timor também é aqui como veremos nas imagens dos bairros e lugares onde este símbolo significava aquilo que o povo falava - e que defendeu até se deixar - cargos tão simples e complexos- como certos Bispos de renome internacional - prémios Nobel da Paz - que decidindo entrar para Presidentes - foram colocados noutros continentes e ali se sumiram... e mais ninguém deles ouviu falar... eis a tal "raça" que se dizia em época antiga - eis a tal forma de ser líder e se mostrar - dar tudo o que de si se tem - sem mais duvidar Timor - é aqui também... e assim veremos nas mensagens que se seguem - destes pequenos episódios - plenos de Cor-agem - de acção do coração desses tão granes e tão aparente mente pequenos
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