Timor é "Aqui"

Timor é nos lugares sagrados – nos outeiros que não contamos, nos idosos que sabemos livres quando vistos desde o seu próprio lado -. Trabalhando – sendo livres dessa independência falaciosa que a sociedade lhes impinge em determinada idade enganosa;

Timor é aqui nas celebrações – tantas – mil – como o S. João de arga – e como eras as desfolhadas, os rebolos do linho e os casamentos de Soajos esquecidos…

Timor é aqui na simplicidade de um homem criança – chefe de aldeia ou suco – que como árvore antiga nos abraça – firme e térreo, com um lume vivo no olhar terno – como criança se sentando e como gigante em tudo e em todos se manifestando


Timor é aqui se virmos e soubermos que esses nossos vivos esteios – são jovens, adultos idosos e não mais velhos – e caminham à nossa frente como um leme verdadeiro:

– marcando caminho vivo para os que perderam o sentido deste estar e ser e andar – por andar – entre tanto caminho sem ida, volta ou caminho a se caminhar…

Eles vão, eles são eles chegam - porque não outros , ou quantos outros lá chegarão - livres e plenos além de qualquer prisão?...

Timor é aqui, por eles, por esses, por mim e por ti - no tempo Pressentes e no futuro que está por vir

Timor é aqui nas nossas aldeias – de portas abertas e candeia, de olhares de olhar em olhar- de bom dia, boa tarde ou boa noite – olho no olho e sem duvidar;

Timor é aqui para quem assim puder ver- e muito mais ainda – da terra, das origens, das tradições - há ainda a viver e dizer..

Timor é aqui – para quem assim quiser – Timor é em ti e em mim e em quem assim puder e quiser reviver…

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

onde nos toca a vida dos céus aos seus aterra nas plantas mais humildes que percorrem a nova vermelha caminhada de verde intenso e rico espranto a permanecer e descobrindo o véu em bico - traz as aves ao sev novo nascer

nas terras vermelhas lá longe - um o céu preenche a terra e se transformam em danças que nos toca sem cessar no ritmo dos tempos acelerados ora a bem parar

na calma dos dias e das horas
as aguas vinham a tempo em cada meio dia
- e deixavam a sala vazia ao vento a partir do inicio da tarde
nas que a  água escorria era assim nos três meses se tanto
nessa terra sem igual e no resto  todo o pranto
a esperar o germinar
do fronte mais igual
que aterra e o céu chorassem
e chovessem sem cessar
um de verde
e brio tanto!
outra nessa transparência sem igual!

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