Timor é "Aqui"

Timor é nos lugares sagrados – nos outeiros que não contamos, nos idosos que sabemos livres quando vistos desde o seu próprio lado -. Trabalhando – sendo livres dessa independência falaciosa que a sociedade lhes impinge em determinada idade enganosa;

Timor é aqui nas celebrações – tantas – mil – como o S. João de arga – e como eras as desfolhadas, os rebolos do linho e os casamentos de Soajos esquecidos…

Timor é aqui na simplicidade de um homem criança – chefe de aldeia ou suco – que como árvore antiga nos abraça – firme e térreo, com um lume vivo no olhar terno – como criança se sentando e como gigante em tudo e em todos se manifestando


Timor é aqui se virmos e soubermos que esses nossos vivos esteios – são jovens, adultos idosos e não mais velhos – e caminham à nossa frente como um leme verdadeiro:

– marcando caminho vivo para os que perderam o sentido deste estar e ser e andar – por andar – entre tanto caminho sem ida, volta ou caminho a se caminhar…

Eles vão, eles são eles chegam - porque não outros , ou quantos outros lá chegarão - livres e plenos além de qualquer prisão?...

Timor é aqui, por eles, por esses, por mim e por ti - no tempo Pressentes e no futuro que está por vir

Timor é aqui nas nossas aldeias – de portas abertas e candeia, de olhares de olhar em olhar- de bom dia, boa tarde ou boa noite – olho no olho e sem duvidar;

Timor é aqui para quem assim puder ver- e muito mais ainda – da terra, das origens, das tradições - há ainda a viver e dizer..

Timor é aqui – para quem assim quiser – Timor é em ti e em mim e em quem assim puder e quiser reviver…

terça-feira, 14 de outubro de 2014

POBO QUE LABAS NU RIO

Avançar além barreiras – Timor é aqui e além fronteiras…


Praia perto da Embaixada dos EUA – Díli;

Como se confronta uma nação, perante tanta regra, norma e imposição?

Como segue e persegue – e manteve – sim ou não –a  sua identidade e condição?

Quais os rumos e os desígnios que alinham estes “índios"

 – "indígenas da sua própria terra” – nascidos, aqui criados, aqui vivendo no seu solo consagrado?...

Respostas várias e afins – nessas terras de encontros mais de mil…



Uma formas são de congregar - na igreja se concentravam as forças para a gente e a terra assim preservar... 


Ideologias - raízes a manter – idosos e “catuas” assim a ajudar a gerir e ser

 – eles e elas os esteios firmes de noites em vela – de quinhentos ou mais anos – sem serem soberanos – de serem depois – tidos como “amigos” ou "lixos" bem Humanos:

– assim – se transformando, dia a dia demonstrando – seguem e perseguem aquilo que é direito de tantos...



Aileu... Timor Lorosae
vida... água de vida... uma "casa"... 
uma perspectiva de vida ainda latente...


tão resguardada como querida, 
tão velada como esquecida...

olhar e ver e sentir 
o que daqui se traz para 
- de novo em nós - 
"reviver"
recordar

a raiz de onde advém 
a nossa forma de ser e estar
como povo 
- Timor é aqui -  
e ali 
onde esta música 
ainda se puder 
"celebrar"

Vida e harmonia, tempo de vida livre e sintonia 

– com a terra – com o que nela nos anima... a tradição ainda resguardada entre tanta gente que ainda assim a estima;

– como a via que nos leva de volta ao encontro:

 – desse algo que – parecendo perdido – estando talvez onde digo – neste lugar “remoto” 

o "império se desfez"... "falta cumprir-se PORTUGAL"
nesse dia - a alma da nação - liberta
anuncia estar além da treva
do bojador
passando além da dor
nesse dia - o que nos motiva e anima
será o tal novo dia
que ilumine as luzes
no interior
do nosso olhar

reflectidas
noutras vidas
numa forma afim
de se saber
olhar
de se saber
a... 
mar



(que hoje jaz meio esquecido de si mesmo e do seu “motto”: 

– saber amar… sabor do mar – de lágrimas tantas, que nos fazem a todos assim comungar… 
lágrimas de sorrir, lágrimas de chorar lágrimas de saber a... mar;

 – entre o Atlântico assim plantado, na esquina da "antiga Europa" ai enraizado… hoje tão estranhamente "modernizado"...

Anos e anos a ser utilizado, colonizado, invadido, ocupado, mantendo o brio, se elevando, se sumindo entre tratados – e de novo voltando...

Timor é aqui – como é ali Portugal – nessa terra onde se proíbe à gente da “gleba” de viver e de ser o que é…


Uma praça de GENTE MADURA
quem lá vem, pela noite de Breu à procura
e não há quem lhe queira valer

quantos e quantas
de fraca figura
se encontram em lugares onde a vida é mais dura
e não há quem lhes queira valer?

vejam a fraca figura - que desbravou os caminhos do pão

e se houver uma praça de gente desta
madura
ninguém vai levantá-la do chão

e quando a tempestade se achega
nem que durma ao relento
não vai arredar

por ter passado frio e sol
e tempo de vida e fermento
desse algo que já lhes arde por dentro
estátuas de gente grande
gigante


que discorrem sem se ver
que decoram os nossos dias e noites 
e não aparecem em avenidas ou na "T.V"...

quem la vem
esperando
aguardando
que lhe queiram valer

que as façam
que os façam
de novo nas nossas vidas a aparecer

quem lá vai?
quem lá vai?...
acender de novo a esperança que se esvai?..




Gente da terra… talvez?...

Que quotas? Que sociedades ignotas se possam assim associar:

 - para dar e vender o que ganharam mil anos em vidas e lágrimas de sal 
- desse mar... de "amar"... que era - que é também Portugal? 

quem são?... quem lhes deu a razão? 
quem assim dita e assim nem diz ou explica -  aquilo que nunca se pode vender:

 – nem a terra, em o gado nem o mar – nem as gentes nem a justiça nem a educação de par em par – nem aquilo que é a saúde de forma tradicional...

– ou ficarão também eles e elas sem Cultura e Vida para os identificar…


Jovens... Díli... um super queimado... em 2003 
assim como "papel molhado"...

Dormir sobre o jogo, 
esquecer quem se é... 
"jeans e lenços de cabeças tapadas"
 rebanhos de cidade - "gangs", famílias fartas de tudo e de nada

 como nos filmes de outras culturas... 
de outras vontades... 
que não respeitam "catuas anciãos"... 

estes e esses
que são da terra 
e 
não são da terra irmãos


Timor não tinha UM MÉDICO Timorense em timor formado 

– mais de quinhentos anos lá plantados e não havia universidades, nem formação de pessoal qualificado:

 – aprenderam - como sempre fizeram – por observação por passagem directa:

POR VOCAÇÃO…

essa que se vai fazendo discreta nas terras do outro lado do mar 
– que o estatuto quebra para a vocação assim enterrar…

até que de novo desperte esse tal Hino:

 “O amor há de vencer… e a alma libertar.. mil fogos ardem sem se ver, na luz do nosso olhar”, 

na força… na forma do nosso querer… amar…

Ali (nesse "nosso lugar" - "Timor é aqui", eis o que estou a comentar);

Quem cuide 

– sabe que é para cuidar, 

Quem partilhe:

- sabe o que está a partilhar,

– por vida, por tempo de vida, por experiência vivida 

poderá não saber "teclar" - nem bites nem bites assim poderentender ou assumir como algo "real"... como tantos neste nosso "Portugal2. que colocando os ecrãs em frente desligando-se da vida que era ali detrá slatente - ficaram obnibulados pelos brinquedos assim novos - tão usados - pelo u«mundo inteiro espalg«hados...

como certas actividades por devoção 
- que se deixam levar na onda da "tecnificação" 

- e ficam a olhar ecrãs 
dividindo a meias o tempo que tinham 
para ajudar, dar atenção e 

- "cuidar"...

fica aqui este "catua" em Díli perdido, num mar tecnológico assim esbatido
 - como diria um "H"ernesto ("Guevara" lá... talvez um dia aqui 
- "Hemingway" de forma mais suave e formal:

"aqui"

- O velho e o Mar "Virtual" - o Mar de amar Virtual...)


assim – verdade, em verdade estando a ensinar… pois são suas vidas cheias e assim tão "prenhes" de vida que se pode essa vida assim partilhar... 

simplesmente... estando perto... ouvindo... mantendo-se a tenta... atento...

pois o conteúdo de uma vida 
- nem se mede, nem se compra, nem se vende 
- nem se deixa esquecido numa esquina assim


"Timor é aqui", 
porta de acesso à embaixada portuguesa, 
com os correios e a caixa geral de depósitos mesmo ao lado 
- um "pobre adormecido" - sonhando que não foi esquecido...

Na montanha isto não acontece... 
nem nas aldeias que esta terra nossa (Timor é aqui) não esquece

esperemos que na terra que representamos e nos valores nos que nos fundamentamos
(Constituição da nação art 13º)

 - não venha esta "lacra" a se estender - 
além das cidades

chegando às vilas e aldeias 
onde não tem raízes para se estender e crescer

como lacra que é 
se assume que possa - pouco a pouco
por ser "não Humana"
 chegar a desaparecer



Como tantas gentes – esquecidas - nesses lugares trancadas e desviadas do dia-a-dia

– que SIM: sabem (e sim, souberam  ENSINAR – estes agora letrados, pelos livros assim pautados, 
que esqueceram em seus novos “fados”:


Embaixada de Portugal - Díli
legalização de documentação (proibida baixo administração indonésia - para reclamar direitos de trabalho ou pertença/ integração na anterior administração Portuguesa - há mar e mar... há ir e VOLTAR!)

Uma vintena 
e meia de anos
trinta anos
esperamos

e conseguimos

e conquistamos

sobre o medo

voamos
sobre  a proibição da identidade
assim nos mostramos
idênticos ao que somos
assim fomos

assim agora acorremos
assim agora o sustemos
documento
irmanado
mano a mano
mostrado

se conseguimos 
"nós
pequenos"

"vós 
pequenos"

conseguireis também...

Timor é aqui 
Timor é ai também





quem lhes mudou fraldas de profissionalização, 
lhes contou histórias sobre ser Nação, 
lhes avivou memórias sobre a onde poder chegar 
e os ajudou a chegar e lhes falou em também saber voltar



...contas com as estrelas...
como se de um caixeiro viajante se tratasse
estrelas de povo
como se a luz das estrelas o povo alimentasse

modas e feitios que passam "ali" onde
a
 HUMANIDADE PREVALECE

nesses lugares onde  os "ismos" 
- de idealismos -
 "imperam"

onde as "ideologias"
depressa degeneram

eis que se mantêm 
focos de verdadeira 
LUZ e VIDA

nessas aldeias 
na montanha escondidas

luzeiros de gentes realmente vivas 
- estrelas de nomes e de pessoas garridas - 
estrelas de vidas - 
SEMPRE VIVAS...

estrelas de esperança entre a noite mais "fria"

Timor - como ali - é também aqui





 – ali desde hoje – esse "ontem" – já não conseguem lembrar… 

esqueceram talvez então algo que alguém deixou ali… 

sempre rodeados de juventude
seres esguios

seres fortes como aterra
que é negra em tantos lugares
que escavam como podem
e que os alimenta de formas singulares

fortaleza
compostura

vida como verdadeira riqueza
que quanto mais o tempo passa
mais assim apura

para se evocar:
 – são estes ainda guardiães e guardiãs:

 – da cultura que ainda podemos nós saber e sentir e – por vezes ainda ver a fruir 

– em lugares como feiras novas, vacas das cordas, S. João de Arga, a coca de Monção a toda uma região… 

e tantas outras além de toda a nação 

– cultura antiga amiga – disfarçada - para quem diga e para quem não diga nada…

Por esteios verdadeiros,  serem e simbolizarem a experiência do que nos falta - ainda – em consciência - assim denotarem

– neste nosso "outro Timor" deste lado do Mar 
– Atlântico – 
para variar…


Uma ilha ao fundo – os sonho da MAIOR BASE MILITAR DO PACÍFICO 
numa ilhota de 700000 habitantes… 
como as “lages” quando foram importantes 

– Timor – é aqui… vês como é afim?...


Uma família que passa – ali ainda há -  como nos lugares que se sabe e que o planeamento familiar veio nivelar… para benefício de todos e todas – até nem haver tempo para pensar em procriar…

Lá começa o celeuma – aqui já está ase mostrar – nem existe quem renove nem quem visite ou retire os de experiencia do "lar"…


Timor é aqui – nesses lugares – nos que os cantares, as vindimas – reúnem gentes: 
 jovens e maduras e as tais – que já não cabem nas reformas oficiais…


"Timor é ali" – Nibin – no enclave de Oe Cusse 

– um chefe de aldeia – 
que trabalha e labuta a vida inteira, 

rodeado da família, 

convidando os “malae”
 – estrangeiros -
 para celebrar um trabalho feito em conjunto 

– de sol a sol e sem parar -

ex. reabilitando postos de saúde - em conjunto e sem diferenciar

(parece a tal "casa portuguesa" na que se convidava a gente para estar à mesa....)



– fins de semana de “encantar” -  entre as montanhas da terra, que assim manifesta o seu valor:

através de assim,  livre nos olhar… 
pelos olhos deste (o chefe e a criança, e as gentes) 
que é da terra e assim transmite esse algo a preservar;



Timor é aqui, onde se mostram as nossas gentes e os nossos lugares 
– exemplos pequenos e pares :os "mordomos" que convidam aldeias para almoços e jantares (Vilar de Murteda – Lanheses – Pt de Lima, p ex) em pascoelas de ambientes singulares, nos lugares onde se abrem as portas e se dá o que se tem e se mostra o que se é… como nas pascoas daqui e além - que entra toda a gente e mais alguém e há sempre algo na mesa para se beber e comer e celebrar, enquanto a procissão passa e o povo vaia acompanhar...


festa de "desluto"
mais de trezentas pessoas comem em conjunto
celebram a passagem de alguém
um ano depois
o luto
é festa de alegria e de vida

tal como os que referimos antes...


"Timor é aqui... Timor é além
Timor é em ti... e em mim também"



ecos e reminiscências de quando as portas eram abertas e havia sempre um pouco de "Humanidade" para se partilhar

 – seja em forma de pão, de acolhimento por opção - maior e que não fosse apenas um portão...
grande... enorme... bem trabalhado... e assim tão grande e enorme como...  fechado.. 

em vez de um coração aberto… como o de Santa Marta de Portuzelo – ainda esperando, ou assim colado em galo negro – de Barcelos:




 – símbolo de um povo que emite e canta em pranto – a sua musica em antigo espr’anto –

SAUDADE 

- algo que evoca esse sentir sem idade - 
que une e liberta
mais além da ciência certa...

Humanidade por pura vontade...

 esperando… 
o ressurgir.. 
desse amor 
que está por vir… 

falta cumprir-se Portugal, 
diz com mestria a diva 
em musica original, 


Rua de Dili – frente à embaixada – 
Timorense adulto “vendendo” cartões de telefone móvel “estilo raspadinha” 
– que contêm os códigos para carregamento na falta de sistema “multibanco” que tramite o procedimento… 

"este" SER HUMANO
 na montanha 
– era livre -  “
aqui" nesse estranho lugar 
-  é prisioneiro escravo 
em própria terra 
sem o notar

"Timor é aqui e além
é em ti e em mim também..."


– veja ali - nesse SER HUMANO - o olhar e os esgar -  de quem tem família para alimentar… 

mistério dos mistérios... 

como é possível que com tantos meios técnicos?... 

e comissões e avaliações e conselhos

assim aprender...
a viver e definhar?...

e assim confundir:
 viver com uma outra forma de sobreviver 
- sem sequer se notar?!?

– famílias inteiras na aldeia que estão livres e se sustentam 

– famílias inteiras na cidade sem condições para terem casa ou partas abertas 

– algo para meditar... ou começara  agir.. lentamente - voltar

a enraizar
e aprender
aquilo que Timor
que é também aqui
nos está assim a recordar


...lembrar…



Um é médico – cirurgião moldavo – outro Enfermeiro – da Lusitana terra “mesmo, mesmo ao lado” – outro Timorense – abraçados 

– cantando um hino que se canta em todo o lado…

 era aniversário… com malária à mistura… calor humano e o outro que também ajuda

 Era não haver meios – e termos luz como vela centenária… 

era o sorriso partilhado, era o chefe de missão cantando, era o médico evocando a família lá longe, na Moldávia  esperando 
e o nosso “Motorista e guarda olhando – estes “Malae” festejando de forma simples – aprendendo do Timorense que permanecia calado…


Um bolo feito à mão pela cozinheira de ocasião… uma vela de quando não havia força no gerador, 
uma mesa preparada – como todos os dias - com algo de “primor”, 
enquanto o resto da equipa se dividia para dar resposta ao que havia pelo resto de "Timor" 

- que é ali - como é hoje aqui... anos passados - momentos nunca mais deixados... atrás...

como os que têm por dentro gravados - em vidas de seres esquecidos ou deixados... de lado - esperando a oportunidade de novo de se erguer
e ajudar num momento no que todos precisamos que algo assim venha acontecer

– estes aqui convergiam para o mais importante 
– o que nos une – aqui e ali –ainda que pareça distante…  

mantém-se vivo, nos mantém vivos 

– unindo Timor, Portugal, Moldávia ali e em qualquer parte 

– Chamemos-lhe "HUMANIDADE" 

– e tem um potencia maior do que uma bomba que ilumine cidades… 
por ser Potencia de 
UNIVERSALIDADE




Rios e rios e rios – de vida – quando chove se festeja 
– durante nove meses – fica alheia – como que desaparecendo 
– depois se manifesta – chove e troveja – e caem as “gotas do céu” 
– a Vida feita em vida – tantas vidas – ruas coloridas de gentes 
de paramentos e formas garridas 
– rios de vidas a inundar 
– tesouro de vida a preservar



Nos lugares mais estranhos, nas associações entre bairros, nas cidades e nas montanhas

- gotas de vidas 

– tantas inundando de vida 
as ruas e as vidas 
de por quem ali passava…



 Alguém ergue e levanta – vida espr’ança 
– de um povo que não cede – 
que não deixa de crescer 
– e assim em verdade avança:


em alma, em honra, devoção 

- em força, em vontade e enraizamento na tradição;




 Algo que lhe dá o “SER” 
– vida celebrada – 
lançada entre a água 
que se celebra – “eva” 

menina em forma de criança 
– e chuva devida 
que a todos nos integram…

e congregam
num convite a uma só voz
seja de cariz agudo ou grave

de idade que não se sabe 
a cantar e evocar

afinal

QUEM SOMOS NÓS?...




“heróis de mar… Oceano a rugir de amor – teu braço – (abraço) – vencedor – deu mundos novos ao mundo”


– onde os ecos destas linhas ?
– na nação que as promove e mantinha (mantém)… 

Timor será aqui, será ali... assim e também!...



Vida e sorriso, e vida É SORRISO … 

contava um dia um ser irmão – numa certa congregação – mesmo aqui ao lado – neste nosso pais irmanado 

(Galiza em cujo Hino, o nome da terra nem é comentado - não seja que alguém pense nomear, o que não pode ser nomeado... falam da nobre "Lusitânia" e estendem os braços aos "eidos" bem antigos... amigos...)


 – entre etnias diversas me encontrei...
– eis que abraçavam sem “se não”… 

celebrando entre o povo “calé” 

– não haja nomenclatura para dizer “Portus -calé” e traduzir de forma directa

– assim este que fala, recebido como irmão...

 – suando, cantando, extasiado vendo esta vida aqui espelhada… 

ali celebrada… mesmo ao lado

...eles e elas com uma força não calada…

No final perguntado…. entre suando ou ofegando:


 – “é sempre assim aqui?”

- dizia e assim respondia, o ser atrás de mim 


– o que me abraçara sem mais –


“Claro irmão – onde está o espírito HÁ ALEGRIA!”…

E Acrescentemos:

 – há vida, e “vida em abundância” 

– como algum outro já dizia ou diria se voltasse algum dia...


E há assim esperança, assim - futuro...

 em vez de tanta preocupação:


– Timor é aqui também – Timor é assim país irmão 

– de onde vem a esperança, de onde as sementes desse “Oceano a RUGIR DE AMOR” 

quem cantou e comentou, plantou sementes que voltam agora ao povo que as cantou…


Da vida e o mais óbvio – sem vida não há  o resto 

– Hospital Nacional de Dili 


– onde estacionavam famílias inteiras – fosse a pessoa lá dentro – criança, nova ou velha;





Tesouros inalienáveis, patrimónios de Humanidade entranháveis 


– desde o mais cândido e óbvio ao mais sensato e pequeno 


– tudo sabe onde fica o valor verdadeiro…



Onde cuidar a vida- sendo vida

- nem ocupa tempo nem tem assim lugar 

– é sempre e sempre e sempre sem parar… 

sejam rapazes, 
sejam mulheres, 
sejam homens – 

aqui não há que duvidar 

que as raízes da terra,
contam histórias 

tão certas

tão importantes 
de se aprender 
sem sequer estudar…








E eles e elas – e todos – sabem cuidar – do essencial 

– do bem primordial … 

(pedagogia UNIVERSAL)

 seja a água que traduz vida, 
seja a tradição que a enraíza 
a mantém firme e definida, 
seja a terra que a viu nascer 
sejam as muitas formas de assim 
aprender A promover, desenvolver... defender


círculos de vida que se aprendem
quando a vida é ainda incipiente





– de forma directa – 
de pais para filhos 
– como os pais ajudam 
os seus 
a construir as novas casas, 

como os casamentos 
levam tempos 

– de famílias inteiras 
à volta de uma cerimónia:

– enquanto os maiorais falam  - no centro se sentam - quatroa quatro

e a família dele 
e dela 
em de-redor
estão
ouvindo
sabendo 

- sem segredos
o que dará às vidas novas entrelaçadas
às aldeias e famílias - coerência e coesão...

(símbolo de que avida não diz apenas respeito a um par de sujeitos:

 - diz respeito a toda a comunidade unida 

Como diz a constituição
e a UNIVERSAL HUMANA DECLARAÇÃO
não é de "ninguém" - não tem posse nem se define por "outrém"...



- ali em família e em celebração - note-se na actualidade se esta "verdade" será verdade ou não - pirâmides etárias invertidas e nascimentos sem tempo para terem assim"saída" 
- "quanto" mais "tostão"...

e deixam tudo pronto 
para as novas vidas (as que se unem e as outras por ventura destas providas)

serem acolhidas e assim pela comunidade sustidas, sendo assim como  comunidade assumidas

lugares de sabedoria imemorial e de valor imaterial 

– não são candidatos a Património Mundial da "H"umanidade 

– pois – como em Portugal – 

têm já a Humanidade comprovada e atestada pela sua própria forma de ser e se comportar de forma consagrada:



– em tradição, em forma, em origem e opção 
(não vale  a pena falar de referendos... ali também não - vida é vida- ai de quem diga que não... 

- onde começa e quando - 
"NON" a vã glória de manda(tar) 
aquilo que assim 
- desde sempre - 
nos está a nós a gerar...

… o resto – são "papeladas" - uns montes de "tudos que são nadas"..

 -  papeis e decretos 
– aqui (como ali) 
temos a aprendizagem em VIDA 

– em vivo e em directo…

não só num parlamento - que como se nota - se engana, se corrige e se proclama 

- depois abafa a verdade do que lhe foi requerido e corrige segundo o que patrão assim declara...

como nesses lugares monte fora, 
nessas aldeias que se ignora, 

nesses locais onde ainda labutam os nossas e as nossa maiorais 

– esses e essas dos que tínhamos de aprender mais… muito mais!...


– Timor é aqui e ali também – assim A VIDA EM VERDADE – se sustém…



Estranha a terra esta – em distritos desde a capital, às províncias ao mais afastado lugar – como um enclave em território de outra nação oficial 

– esta “doença” de sorrir, de olhar a brilhar, de existir sem um tempo de vida que paute a vida a vingar… 

de maiorais – gentes de exemplo e vidas tais -grandes e de forma transparente e evidente - mesmo - mesmo bem em nossa frente... 

não detrás... de "ecrãs virtuais e de equipas de imagem que façam assessoria  a quem são, como falam e que dizem às "populações"

falamos esses tais "velhos" que são ali firmes esteios (como aqui onde os haja);

– que servem de firmes esteios para este povo perseverar e avançar;

– mais de quinhentos anos de culturas a se encontrar, processos internacionais e – estes – seguem… 

e seguem… e seguem a nos ensinar: 

connosco assim unidos – assim a vida a partilhar 


a que se deram uns e outros –  a que plantaram para depois - relação poder gerar 

– e…nos momentos de crivagem ou de opção e de viragem

 – essa relação volta para nos inspirar e incentivar…

que Timor é aqui 
também ali, 
onde se quiser encontrar…


 talvez no lugar onde menos se foi procurar:

– em aldeias em vidas tão cheias, como as que estivemos a falar 

– de “catuás – anciões venerados”;

– de gentes que aqui existem – espalhadas um pouco por todos os lados… 

que Timor é "ali" – onde se puderem concentrar – juntar à comunidade e voltarem a “dançar” em comunidade a participar ACTIVAMENTE 

(não apenas num programa de exercícios isolados chamado de"vida activa" - quando são eles mesmos a nossa MESMA VIDA);

– fazer parte, colaborar, marcar sua arte e sua forma de saber estar

- sejam as festas das desfolhas e dos milhos e das broas que são “tão boas” e que duram temporadas;

-  sejam nas vindimas que o povo anima, seja no linho e no escolher – Homem que escolhe a sua Mulher – e esta que sente se é "homem" para assim saber viver…  "rebolos" a mais não esquecer- quem ficava por cima ou por baixo - nesse estranho "arreal de faicho" não era questão na ocasião... rebolavam os rebolos (do linho claro) pelo mesmo chão...


 - seja noutros lugares – na apanha da castanha a Norte, seja na da azeitona mais a Sul;

– que canta ainda – com verdade (aquilo que a história apagou… deixando a “saudade”);

– o que era a “laboura”, a “labuta”, o trabalho estranho da terra que se não permuta;

 – quando se partilha e a vida se integra 

– além da máquina e “das suas regras”:






“Oh rama o que linda rama… oh rama da oliveira, o meu par é o mais lindo, que anda qui na roda inteira
Que anda aqui na roda inteira, aqui E EM QUALQUER LUGAAAAR, o rama oh que linda rama… oh rama do Olival…”

Cantava o Carvalho à oliveira da Vida eu a rama era a mais bela que a vida assim lhe oferecia... que a sua vida assim via..

Fica o Sobreiro Silente, que apareça um milhão de gentes que voltem a sentir e a sorrir - a trabalhar a se divertir - ase namorar e se conhecer - neste mesmo contexto - em vez de se ver - uma hora de um dia - talvez e outro resto do tempo sonhando - com galas de novela namorando - com "stripteasers de Tv" se enamorando...


Dúvidas – perguntar se os da montanha pediram que lhes fossem ensinar – métodos de planeamento, direitos legislação de homens ou mulheres, ou coisas que nem querem, nem se lhes fazem querer – ali a vida segue como assim tem de ser… como nas aldeias deste nosso 

P.S - empoderar - a VIDA TODA - em PLENO sff - SENHORES E SENHORAS da COMUNIDADE INTERNATROINAL


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